antónio gonçalves

pela ausência do sol

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E aquele fimde tarde mostrou-se tão simples, como se na resposta do teu crepúsculoestivesse apenas o corpo de mais um dia. Não se sujeita o âmago às destituiçõesde histórias aprisionadas nas subtilezas alheias.
Mas aquelefim de tarde foi o imenso desvio da roupagem do medo que presidiu à orientaçãoda beleza. Uma tal voz que preencheu o dia, que o devorou em sussurros tímidos,em aparentes ondulações que se permitiram apreender-me.
E eu, afinalqual era então o meu pedido, qual o dever respirar, que me incitava àindiferença.
Apenas asduas ruas que te levam ao filme do devaneio, servirão a primária vontade, comono mais quimérico do desejo.
Partimos emformato sombra, deixamos aquele fim de tarde alheando-nos da resposta,ignorando a presença dos que por ali ainda se vinham prostrar. Ainda lheadmitem o mito, hoje mesmo, nesta noite o corpo será afagado três vezes e negaráaquele fim de tarde.  
One Response to this post
  1. Posted on February 23, 2012 by Anonymous

    E pelo silêncio das palavras se prolonga o devaneio da alma…envolto nos movimentos do corpo.Silêncio sombrio no caminho trilhado pelo sussurro do desejo.

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